terça-feira, 7 de junho de 2016
EXPOVINIS 2016
A vigésima EXPOVINIS é uma das maiores feiras do mundo do vinho na América Latina e ocorrerá no Expo Center Norte, em São Paulo, no período de 14 de junho a 16 de junho deste ano.
Nesse período, empresas e distribuidores relacionados à área apresentarão novidades e tendências desse setor. Haverá ainda atividades paralelas, tais como: degustações, atividades ligadas à profissionalização e discussões relativos ao e-commerce, à tributação e ao marketing.
Além disso, haverá TOP TEN, que é o concurso que elege os dez melhores vinhos do evento, e WINE BLOG HUNTER, em que os principais blogueiros do país escolherão os melhores vinhos do evento, nas categorias tinto, branco e espumante, com valor máximo de preço de venda de R$ 70,00 para consumidor final.
Mais informações em: http://expovinis.com.br/pt/
sexta-feira, 3 de junho de 2016
Vinho de Talha
O Vinho de Talha é uma técnica milenar em que consiste na produção de Vinhos em Talha de Barro. Em Portugal, o Alentejo é o único local que detém a produção dessa técnica, e é considerado como herança cultural da população portuguesa. Esse processo é tão natural comparando-o aos demais processos.
A talha existe desde época dos romanos, e sua denominação deriva do latim Tinalia que significa vaso ou vasilha de dimensões grandes. O tipo de argila na composição da talha determinará o nível de porosidade do vaso, com objetivo de permitir a fermentação dos mostos vínicos, e consequente armazenamento do vinho.
As uvas previamente esmagadas são colocadas no interior das talhas de barro, onde ocorre a fermentação. Durante essa fase, as películas de uvas ascendem até a superfície, formando uma capa sólida, e são mexidas com um rodo de madeira, e mergulhando-as no mosto, transmitindo cor, aroma e sabores ao vinho.
Na parede da talha, na parte inferior, há uma abertura onde se acopla uma torneira, por onde o vinho sai, puro e límpido, para o exterior.
O processo de produção desse relevante legado cultural pode ser visualizado neste vídeo (também em versão em inglês):
Uma grande parte das tabernas do Alentejo, muitos desses estabelecimentos se transformaram em restaurantes renomados, mantém a produção dos Vinhos de Talha.
A abertura da talha é um momento importante em todo o Alentejo, e ocorre tradicionalmente nas Festas de São Martinho (11 de novembro).
Dessarte os Vinhos da Talha possuem características e identidades peculiares, e se constituem num legado cultural do Alentejo.
sábado, 21 de maio de 2016
Festa de Confraternização da Associação Brasileira de Sommeliers
A festa da ABS-RJ, no Hotel Marriot, foi realizada no dia 20 de maio de 2016, e foi organizada pela Diretora de Eventos da ABS-RJ, Elizabeth Ferreira Cascão.
Vários expositores estiveram presentes, apresentando ótimos rótulos de diversos países.
Foi um evento memorável dos Associados da ABS com excelentes vinhos.
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| Cristiane Miranda (ABS-RJ) e Diretor da ABS-RJ Ricardo Farias |
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| Espumante Aurora Pinto Bandeira Extra Brut |
Um dos representantes brasileiros na Festa de Confraternização, o vinho Aurora Pinto Bandeira Champenoise Brut é um espumante da Vinícola Aurora, composto por uvas Chardonnay (60%). Pinot Noir (30%) e Riesling Itálico (10%).
Pinto Bandeira é uma localidade da Serra Gaúcha escolhida por essa Vinícola para cultivar uvas destinadas à produção de vinhos de alto nível de qualidade. Essa localidade é a segunda região demarcada a conquistar Indicação de Procedência (IP) no Brasil.
Esse espumante foi elaborado pelo Método Tradicional e amadurecimento por 12 meses em contato com as leveduras.
Outros vinhos degustados nesse Evento:
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| Domaines Schlumberger Sylvaner 2010 |
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| Coteaux des Travers Réserve 2011 |
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| Montagny 1er Cru Vieilles Vignes 2013 |
sábado, 14 de maio de 2016
Degustação de Vinhos Italianos da Confraria Gran Estirpe
A Degustação Italiana da Confraria Gran Estirpe foi harmonizada e ocorreu às cegas, no Restaurante Ícaro do Shopping Rio Sul, Rio de Janeiro, no dia 13 de maio de 2016.
Segue abaixo sequência da harmonização dos vinhos dessa maravilhosa noite:
1o. Vinho Mazzei Fonterutoli 2012
Região: Toscana
Castas: Merlot 90% e Sangiovese 10%
Teor alcoólico: 13%
Acompanhamento: Rondeli de presunto com molho branco
2o. Vinho Pulleraia 2010
Região: Toscana
Castas: Merlot e Sangiovese
Teor alcoólico: 13,5%
Acompahamento: Risoto de Funghi
3o. Begali Valpolicella Ripasso La Cengia 2012 DOC Valpolicella Classico Superior
Região: Veneto
Castas: 65% Corvina, 30% Rondinella e 5% de outras castas autóctones
Teor alcolíco: 13,5%
Acompanhamento: Baby beff
4o. Vinho Primitivo Leporano feudo Salentini 2014
Região: Tortona
Castas: Primitivo
Teor alcoólico: 12,5%
Acompanhamento: Picanha bovina
5o. Vinho Primitivo Salento Visconti 2014
Salento
Castas: Primitivo
Teor alcoólico: 13%
Acompanhamento: Filé mignon bovino
6o. Vinho Amarone 2009 D.O.C.G
Região: Veneto
Castas: Corvina, Rondinella e Molinara
Teor alcoólico: 15%
Acompanhamento: Queijo Grana Padano acompanhado por mel passas e damasco secos
Confreiras e Confrades participantes da Degustação Italiana da Confraria Gran Estirpe: Cristiane Miranda (Presidente da Confraria), Stela Alves, Bebel Vasques, Neri Cavalheiro, Paulo Gomes, Xu Marins e Cláudio Afonso.
Todos os confrades e confreiras da Confraria Gran Estirpe agradecem o exemplar serviço na Degustação de Vinhos Italianos ao Maitre e Confrade Cláudio Afonso.
Confreiras e Confrades participantes da Degustação Italiana da Confraria Gran Estirpe: Cristiane Miranda (Presidente da Confraria), Stela Alves, Bebel Vasques, Neri Cavalheiro, Paulo Gomes, Xu Marins e Cláudio Afonso.
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| Confraria Gran Estirpe |
Todos os confrades e confreiras da Confraria Gran Estirpe agradecem o exemplar serviço na Degustação de Vinhos Italianos ao Maitre e Confrade Cláudio Afonso.
sábado, 2 de abril de 2016
Degustação de Vinhos do Porto e do Douro
A Degustação dos Vinhos do Porto e do Douro ocorreu no Hotel Windsor Flórida, no Rio de Janeiro. Esse evento foi realizado no dia 31 de março de 2016.
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| José Paulo (Presidente da Confraria Amavinho), Cristiane Miranda (Presidente da Confraria Gran Estirpe), Valter (Presidente da Confraria Amantes de Baco) e Márcia Valéria (Confraria Amavinho) |
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| Carla Salomão (Azavini), Cristiane Miranda e Márcia Alpães |
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| Guru 2014 |
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| Grande Reserva Quinta Casa Amarela |
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| Noval Black Porto |
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| Dalva Porto Rosé |
sábado, 27 de fevereiro de 2016
Caravana dos Vinhos do Tejo
O Evento Caravana dos Vinhos do Tejo ocorreu no Iate Clube do Rio de Janeiro, no dia 23 de fevereiro de 2016, e que foi organizado por Joelma Santana e por José Carlos Santanita.
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| Master Class |
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| Cristiane Miranda e Luciana Paes Leme |
quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
Degustação da Confraria Gran Estirpe
Uma noite vínica maravilhosa acompanhada de boa companhia na noite chuvosa do dia 19/01/16.
Degustamos ótimos vinhos francês, português e chileno.
Iniciamos com a noite com o vinho rosê francês Vin de Pays du Val de Loire, acompanhado de Hot Philadelphia, o qual harmonizou perfeitamente.
Esse foi uma das ótimas surpresas da noite. Maravilhoso!
Tivemos o belíssimo Muros Antigos Alvarinho 2013 que harmonizou perfeitamente com camarão ao alho e óleo.
Degustamos o Porca de Murça Reserva acompanhado de risoto de Funghi. Interessante combinação.
O Chateau Duplessis 2011 - Moulis-en-Médoc com queijos variados.
E o Gran Reserva Finca Negra Carmenere 2011 combinou perfeitamente com queijo Grana Padano.
E selamos a nossa divina noite com o Gran Reserva Huaquén Carmenere 2009 com queijos Grana Padano e Brie, além de presunto Parma. Excelente.
Eu, Ceiça, Márcio, Nara, Ronaldo e Cláudio celebramos mais um encontro da Confraria mais estilosa das Confrarias, a Confraria Gran Estirpe.
Santé!
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| Vinhos degustados |
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| Harmonização dos Vinhos |
sábado, 12 de setembro de 2015
Degustação dos Vinhos do Alentejo
Agradeço o convite para a Degustação dos Vinhos do Alentejo à Comissão Organizadora.
O Evento foi realizado no dia 08 de setembro de 2015, no Hotel Windsor Atlântica Hotel, em Copacabana, no Rio de Janeiro.
segunda-feira, 7 de setembro de 2015
Degustação de Vinhos Alemães Orgânicos
Agradeço o convite para a Degustação dos Vinhos produzidos pelas vinícolas orgânicas e biodinâmicas alemães e comercializadas pela importadora Weinkeller ao Gustavo Guagliardi Pacheco, Médico e Colunista do site Experiência Gastronômica (http://experienciagastronomica.com.br).
Esse evento foi realizado com a presença da Sócia Diretora da importadora Weinkeller, Vivien Kelber, no dia 27/08/2015, em Copacabana, na Cidade Maravilhosa.
No Brasil, a Weinkeller é a única importadora especializada exclusivamente em vinhos alemães e trabalha com 12 vínicolas das regiões de Pfalz, Mosel, Rheinhessen, Franken e Baden.
Fomos recepcionados com uma taça do espumante branco Schloss Wachenheim Grün Cabinet e também uma taça de espumante rosé Sekt Blanc et Noir seco, com perlage ótima nesses dois espumantes.
Posteriormente, iniciou-se a degustação propriamente dita com a seguinte sequência, a qual foi harmonizada com pães, embutidos finos e queijos sortidos:
- Kloster Riesling Spätlese seco 2012 (vinho biodinâmico);
- Michel Spätburgunder (Pinot Noir) Vinhas Antigas seco 2012;
- Kloster Premium Red Red 2008;
- Weingut Groh Huxelrebe Auslese 2014 (vinho de sobremesa).
Gustavo Guagliardi apresentou todos os vinhos mencionados acima, destacando as suas peculiaridades e as respectivas regiões de cada vinícola produtora.
Todos os vinhos com os quais fomos brindados estavam ótimos.
Ressalto estes dois vinhos apresentados: Michel Spätburgunder (Pinot Noir) Vinhas Antigas seco 2012 e Weingut Groh Huxelrebe Auslese 2014 (vinho de sobremesa).
Michel Spätburgunder Alte Reben 2012
Monovarietal Spätburgunder, a Pinot Noir alemã, proveniente de vinhas com mais de 45 anos da região da Floresta Negra. Vermelho-rubi de média tonalidade. Chama a atenção pela pegada defumada desde o primeiro contato, seguida de frutas vermelhas e negras frescas como framboesas, cassis, mirtilos e uma discreta porém interessante terra molhada. De bom corpo, sem abrir mão do frescor, preenche o palato com elegância e taninos finos que renovam as frutas e exaltam a carne defumada e o bacon. Sua cauda é fina e traz um belo frescor mineral. Com carne assada ao molho madeira e arroz de cogumelos.
Groh Huxelrebe Auslese 2014
Colheita tardia de bagos botrytizados da rara casta híbrida Huxelrebe, 9% de álcool. Amarelo palha brilhoso de média tonalidade, reflexos claros. Com uma fragrância doce, elegantemente herbácea e floral, entremeada por notas de pêssegos, mangas e maracujás, todos maduros. Delicado, entrega uma pitada de rabanete picante ao ataque, seu meio de boca é altivo, desfila ervas frescas e enaltece a fruta amarela em um palato magro, mas com um agradável balanço ácido/doce. Com queijo Gorgonzola salgado de moderada picância ou terrine campeira.
Os demais vinhos degustados foram:
Kloster Heilsbruck Riesling Spätlese trocken 2012
Com predicado Einzellage, proveniente de uma única parcela de vinhedo abrigado entre os muros de um Convento de quase 800 anos. Amarelo-palha claro, translúcido, reflexos verdeais. Esbanja tipicidade com boa finesse em charmosas notas minerais e cítricas onde se destacam limões verdes, lima da pérsia e abacaxi. Bom corpo, equilibrado, fresco e com uma gentil sugestão mélica pós-palato. Versátil à mesa, enaltecerá descomplicads entradas como simples bruschettas de Brie com maçãs assadas, salada verde em base de Dijon com mel, fatias de cornichon adocicado, rolls de abobrinha com cream cheese até iguarias marítimas mais sofisticadas como ostras in natura, vieiras ao limão, sashimis de peixe branco ao molho mix de pimenta biquinho, tangerina, gengibre e ervas, polvo salteado... Está pronto, mas deverá envelhecer bem por até 10 anos.
Kloster Heilsbruck Barrique des Klosters Premium Red 2008
Corte bordalês em pleno Palatinado. Apresenta vermelho-rubi de média tonalidade, reflexos granada. Franco em notas olfativas dominadas por empireumáticos como caramelo, chocolate amargo, café e calda queimada de ameixa, boa fruta vermelha fresca, especiarias doces e uma inusitada e exótica jabuticaba. Encorpado, preserva uma bela acidez, taninos sedosos e adocicados que conduzem a um final médio e elegante. Com Fraldinha na brasa e cebolas caramelizadas. 14,5%.
Esse último vinho finalizou a nossa ótima noite alemã.
Mais informações acerca dos vinhos em www.weinkeller.com.br
sexta-feira, 17 de julho de 2015
Noite de Vinhos Brasileiros
Uma Degustação realmente brasileira na Cidade Maravilhosa.
Agradeço o convite ao Mario Trano do Blog Mondo Vinho, ao Tom Meirelles e ao Paulo Uchoa, Sócios da Saudável www.saudavelonline.com.br, por esta ótima degustação.
Os seguintes vinhos degustados foram das Vínícolas Batalha e Malgarim:
Vinícola Batalha:
- Cabernet Sauvignon 2011;
- Merlot 2011;
- Tannat 2012.
Vinícola Malagarin:
- Riesling 2012;
- Cabernet Franc 2013;
- Tempranillo 2013.
A referida degustação dos vinhos foi acompanhada por pães e por pastas.
terça-feira, 5 de maio de 2015
O Congresso Mundial do Vinho é Nosso
Vamos começar a semana com uma excelente notícia para os produtores nacionais (e para nós apaixonados): em 2016, o país será sede do Congresso Mundial do Vinho! Além de divulgar os rótulos nacionais e aumentar a inserção da vitivinicultura brasileira no mercado exterior, o evento ainda vai gerar turismo para o município gaúcho de Bento Gonçalves, onde acontecerá o encontro.
Segundo a informação divulgada pelo Ministério da Agricultura (Mapa), o anúncio oficial ainda será feito no evento deste ano, na Alemanha, em julho. A previsão é que o congresso aconteça entre entre os dias 24 e 28 de outubro de 2016.
“O evento é conhecido por definir as diretrizes para o setor, como as recomendações para boas práticas de produção de uva e vinho até condições adequadas para a conservação da bebida”, explica a nota oficial.
O Congresso, que no ano passado aconteceu na Argentina, é realizado pela Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) e reúne cerca de cem marcas brasileiras. Vamos esperar a confirmação e “save the date”!!!
Fonte:
O Congresso Mundial do Vinho é Nosso. Disponível em: http://wineinrio.com.br/o-congresso-mundial-do-vinho-e-nosso/ 4 maio 2015.
domingo, 26 de abril de 2015
Moscatel de Setúbal eleito melhor vinho fortificado no Brasil
A ExpoVinis Brasil 2015 distinguiu o Moscatel de Setúbal da José Maria da Fonseca, Alambre 20 Anos, como melhor vinho fortificado do evento.
Na cerimônia da maior feira de vinhos da América Latina, que decorreu em São Paulo, o Alambre 20 Anos recebeu 93,5 pontos dos 100 possíveis, tendo-lhe sido ainda atribuído o “Prêmio José Ivan dos Santos”, para o vinho com a melhor pontuação em todas as categorias.
O Moscatel de Setúbal é um vinho generoso com Denominação de Origem Controlada (D.O.C), reconhecida desde 1907. O Alambre 20 Anos é elaborado a partir da casta Moscatel, que é um tipo de uva que prima pelo seu carácter frutado, melado com aroma a fruta tropical, diferenciando os vinhos moscatéis de qualquer outro tipo de vinho. Este vinho é um lote de 19 colheitas em que a mais nova tem pelo menos 20 anos e a mais antiga perto de 80 anos, resultando num vinho complexo, aromático, elegante com um longo final de prova. Da produção anual de Moscatel de Setúbal, uma parte é destinada ao envelhecimento mais prolongado em cascos de madeira usada, que podem ser visitados na Adega dos Teares Velhos, na Casa Museu, em Vila Nogueira de Azeitão.
A ExpoVinis Brasil distingue anualmente os “10 Melhores Vinhos” do evento, com categorias como: Melhor Espumante Nacional, Espumante Importado, Branco Nacional, Branco Importado, Rosé, Tinto Nacional, Tinto Novo Mundo, Tinto Velho Mundo (dividida nas subcategorias ‘Península Ibérica’ e ‘Itália, França, entre outros’) e Fortificados e Doces.
Fonte:
Moscatel de Setúbal eleito melhor vinho fortificado no Brasil. Disponível em: http://www.revistaport.com/moscatel-de-setubal-eleito-melhor-vinho-fortificado-no-brasil/
sexta-feira, 24 de abril de 2015
Portugal recebe dois prêmios especiais em concurso francês
Monsaraz Reserva tinto 2012, da CARMIM, e Feuerheerd´s Colheita 1975 (da Barão de Vilar Vinhos) foram as duas grandes estrelas portuguesas no concurso Challenge International du Vin, que decorreu em Bourg, França (próximo de Bordéus) entre 10 e 11 de Abril. Estes vinhos ganharam, respectivamente, o Prémios Especial para Vinho Tinto Estrangeiro e Prémio Especial para Vinhos Licorosos. Isto parece indicar que foram os vinhos que, em cada categoria, maior pontuação conseguiram. O feito do Monsaraz é especialmente notável porque enfrentou uma muito maior concorrência: a categoria de tintos contou com 2.733 vinhos (embora neste valor estejam os tintos franceses, não elegíveis, claro, na categoria); a categoria de vinhos doces e licorosos teve apenas 62 concorrentes. Por outro lado, este Monsaraz (colheita de 2011) custa menos de 6 euros na loja on-line do produtor.
Ambos os vinhos conseguiram ainda Medalha de Ouro, duas das 40 que foram atribuídas a vinhos portugueses. De resto, os vinhos portugueses levaram ainda 52 Medalhas de Prata e 59 de Bronze. Pode consultar todos os resultados no site do concurso.
Destaque ainda para os produtores Sogrape e Barão de Vilar, que conseguiram 6 e 4 medalhas de ouro, respectivamente.
Neste concurso entraram cerca de 4.220 vinhos de todo o mundo (34 países), que foram avaliados por um conjunto de 736 provadores, agrupados em painéis de 4 pessoas. Entre os jurados estiveram enólogos, comerciais do vinho, produtores e enófilos, vindo de 24 países diferentes. Portugal foi um dos seis países que mais vinho enviou.
No final das contas, a organização atribuiu cerca de 1.300 medalhas, entre Ouro, Prata e Bronze (o regulamento só permite um máximo de 33% de prémios). A par destes, foram ainda atribuídos 18 Prémios Especiais, a maioria dos quais fora do âmbito dos vinhos portugueses.
Fonte:
Portugal recebe dois prêmios especiais em concurso francês. Disponível em: http://www.revistadevinhos.pt/artigos/show.aspx?seccao=noticias&artigo=16950&title=portugal-recebe-dois-premios-especiais-em-concurso-frances&idioma=pt
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alimentos e bebidas,
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quinta-feira, 30 de outubro de 2014
Vinho rosé ganha prêmio de melhor do mundo
A Adega de Vila Real ganhou o maior concurso de vinhos do Canadá, na categoria de rosés, com o prêmio Wine Align World Awards of Canada 2014.
Um prêmio que mostra a importância desse tipo de vinho na conquisto de mercado. A cooperativa de Vila Real começou com uma produção de 5 mil garrafas de rosés em 2007 e, este ano, quer atingir 100 mil.
Essa é também uma vitória das castas portuguesas, como a touriga nacional, tinta roriz e touriga franca, que nas zonas de maior altitude do Douro, em torno de Vila Real, conseguem produzir vinhos rosé frescos e aromáticos de nível internacional, impondo-se a vinhos de outros países, como França, Austrália e Espanha.
Esse prêmio vem juntar-se a outras grandes distinções já alcançadas pela Adega de Vila Real nos últimos anos.
A Adega de Vila Real foi fundada em 1955 e está inserida na Região Demarcada do Douro, a mais antiga do mundo, sendo também reconhecida pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade.
A Adega de Vila Real foi fundada em 1955 e está inserida na Região Demarcada do Douro, a mais antiga do mundo, sendo também reconhecida pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade.
Vinho rosé ganha prêmio de melhor do mundo. Disponível em: http://www.lux.iol.pt/nacionais/vinho-rose-premio-enologia/1574545-4996.html
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
Normas Específicas de Uva Industrial no Brasil
Normas Específicas de Uva Industrial no Brasil
As normas específicas brasileiras de Uva Industrial estão disponíveis no Comunicado CONAB/MOC N.º 006, DE 28/02/2014.
Bibliografia:
COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO. Disponível em http: www.conab.gov.br/conabweb/download/moc/titulos/T63s2013-2014.pdf
quarta-feira, 9 de abril de 2014
Decreto no 8.198, de 20 de fevereiro de 2014.
Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Decreto/D8198.htm
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
quarta-feira, 31 de março de 2010
Algas contra obesidade
Estudo feito no Reino Unido reforça que algas marinhas têm elevado potencial de reduzir a absorção de gordura pelo organismo. Produto foi testado em pães
Algas marinhas podem se tornar uma importante alternativa contra a epidemia de obesidade. A conclusão é de uma pesquisa feita no Reino Unido e apresentada na reunião da American Chemical Society, em São Francisco, na semana passada.
O estudo verificou que as algas têm potencial de reduzir a quantidade de gordura pelo organismo em cerca de 75%. Os pesquisadores, da Universidade de Newcastle, adicionaram fibras obtidas das algas em pães, de modo a desenvolver alimentos que ajudem a perder peso ao serem consumidos.
O grupo liderado por Iain Brownlee e Jeff Pearson observou que o alginato, a fibra natural encontrada nas algas, diminui a absorção de gordura pelo organismo de modo muito mais eficiente do que a maioria dos tratamentos atuais contra obesidade.
Com o uso de um sistema digestivo artificial, os cientistas testaram a eficácia de mais de 60 tipos de fibras naturais ao medir a quantidade de gordura que era digerida e absorvida em cada caso. As algas apresentaram o melhor resultado.
Alginatos são comumente usados como espessantes ou estabilizantes em alguns tipos de alimentos. Segundo os pesquisadores, quando adicionados à massa de pães em testes cegos, os produtos resultantes foram considerados melhores do que o pão branco comum com relação à textura e gosto.
"Obesidade é um problema que não para de crescer e muitas pessoas acham difícil seguir uma dieta ou um programa de exercícios físicos com o objetivo de perder peso", disse Brownlee.
"Os alginatos têm um grande potencial para o uso no controle de peso e, quando adicionados aos alimentos, oferecem a vantagem adicional de ampliar a quantidade de fibra", apontou.
A próxima etapa da pesquisa será verificar, por meio de experimentos com voluntários, se os resultados observados no laboratório podem ser reproduzidos em circustâncias normais.
"Verificamos que o alginato reduz significativamente a digestão de gorduras. Isso sugere que, se pudermos adicionar essa fibra natural a produtos ingeridos diariamente - como pão, biscoitos ou iogurte -, até três quartos da gordura contida nessa refeição podem simplesmente passar pelo corpo sem serem absorvidos", disse Brownlee.
A pesquisa é parte de um projeto de três anos financiado pelo Biotechnology and Biological Sciences Research Council, do Reino Unido.
Fonte: Jornal da Ciência. Algas contra obesidade. Disponível em: http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=69999 Acesso em 31 mar 2010.
Algas marinhas podem se tornar uma importante alternativa contra a epidemia de obesidade. A conclusão é de uma pesquisa feita no Reino Unido e apresentada na reunião da American Chemical Society, em São Francisco, na semana passada.
O estudo verificou que as algas têm potencial de reduzir a quantidade de gordura pelo organismo em cerca de 75%. Os pesquisadores, da Universidade de Newcastle, adicionaram fibras obtidas das algas em pães, de modo a desenvolver alimentos que ajudem a perder peso ao serem consumidos.
O grupo liderado por Iain Brownlee e Jeff Pearson observou que o alginato, a fibra natural encontrada nas algas, diminui a absorção de gordura pelo organismo de modo muito mais eficiente do que a maioria dos tratamentos atuais contra obesidade.
Com o uso de um sistema digestivo artificial, os cientistas testaram a eficácia de mais de 60 tipos de fibras naturais ao medir a quantidade de gordura que era digerida e absorvida em cada caso. As algas apresentaram o melhor resultado.
Alginatos são comumente usados como espessantes ou estabilizantes em alguns tipos de alimentos. Segundo os pesquisadores, quando adicionados à massa de pães em testes cegos, os produtos resultantes foram considerados melhores do que o pão branco comum com relação à textura e gosto.
"Obesidade é um problema que não para de crescer e muitas pessoas acham difícil seguir uma dieta ou um programa de exercícios físicos com o objetivo de perder peso", disse Brownlee.
"Os alginatos têm um grande potencial para o uso no controle de peso e, quando adicionados aos alimentos, oferecem a vantagem adicional de ampliar a quantidade de fibra", apontou.
A próxima etapa da pesquisa será verificar, por meio de experimentos com voluntários, se os resultados observados no laboratório podem ser reproduzidos em circustâncias normais.
"Verificamos que o alginato reduz significativamente a digestão de gorduras. Isso sugere que, se pudermos adicionar essa fibra natural a produtos ingeridos diariamente - como pão, biscoitos ou iogurte -, até três quartos da gordura contida nessa refeição podem simplesmente passar pelo corpo sem serem absorvidos", disse Brownlee.
A pesquisa é parte de um projeto de três anos financiado pelo Biotechnology and Biological Sciences Research Council, do Reino Unido.
Fonte: Jornal da Ciência. Algas contra obesidade. Disponível em: http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=69999 Acesso em 31 mar 2010.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Denominação de Origem Vale dos Vinhedos
Os dias 19 e 20 de novembro foram um novo marco para a vitivinicultura. Os primeiros vinhos que buscam a certificação de Denominação de Origem (DO) no Brasil foram avaliados no laboratório de análise sensorial da Embrapa Uva e Vinho.
Mais uma vez, as pioneiras são as vinícolas do Vale dos Vinhedos, representadas pela Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos (Aprovale).Na primeira etapa, o grupo de sete degustadores oficiais e cinco convidados avaliaram 14 vinhos, sendo cinco vinhos para Denominação de Origem e nove para Indicação de Procedência. No segundo dia, avaliaram 11 vinhos tintos e dois base para espumante. Os vinhos avaliados oriundos de 9 vinícolas totalizarão 1.134.000 garrafas certificadas, destas 780 mil garrafas pleiteiam à Indicação de Procedência Vale dos Vinhedos (I.P.V.V.) e 354 mil, a Denominação de Origem (DO).
De acordo com o chefe de P&D da Embrapa Uva e Vinho e coordenador das degustações, pesquisador Mauro Zanus, esse é último ano em que serão analisados vinhos para Indicação de Procedência. Ainda, segundo Zanus, no próximo ano serão avaliados apenas vinhos candidatos à Denominação de Origem, os quais devem ter um grau de exigência maior. “Queremos que os vinhos aprovados para Denominação de Origem tenham um padrão qualitativo superior e uma maior tipicidade de cor e sabor atribuída pelas especificidades da região de produção (terroir)”, destacou Zanus.
Ademir Brandelli, presidente do Conselho Regulador da Aprovale e responsável pela condução dos trabalhos, comenta que das nove vinícolas participantes, quatro estão solicitando a I.P.V.V., outras quatro buscam a DO e uma está inscrita para a obtenção de selos nas duas categorias. "Já estamos trabalhando nas degustações para formalizar a DO que dará ao Vale dos Vinhedos o status de região de excelência na elaboração de vinhos de alta qualidade", destacou Brandelli. Além do resultado da avaliação sensorial, os vinhos são submetidos a análises físico-químicas laboratoriais para sua aprovação final.
Brandelli comenta ainda que as regras da DO ainda estão sendo finalizadas pelo Conselho Regulador, composto por representantes das vinícolas, da Embrapa Uva e Vinho e da Universidade de Caxias do Sul (UCS), entidades pioneiras no apoio técnico para a Aprovale desde os primeiros passos em buscada IP. Após esta validação, o processo ainda será remetido para avaliação do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), responsável pela emissão da certificação.
Avaliadores: As degustações foram feitas por três técnicos da Embrapa Uva e Vinho (Mauro Zanus, Alberto Miele e Irineo DalL 'Agnol), um representante da Associação Brasileira de Enologia (Antonio Czarnobay) e três membros de vinícolas do Vale dos Vinhedos (João Valduga, Dario Crespi e Ademir Brandelli).
Fonte:
Embrapa Uva e Vinho. Denominação de Origem Vale dos Vinhedos. Disponível em: http://www.cnpuv.embrapa.br/ Acesso em 26 nov 2009.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Bionanotecnologia contra febre aftosa
Utilizando biossensores compostos por proteínas e nanopartículas, grupo da USP, em São Carlos, desenvolve tecnologia para monitorar vacinação de bovinos contra febre aftosa
Utilizando biossensores compostos por proteínas e nanopartículas, pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram um método inovador para detectar, em bovinos, o anticorpo da febre aftosa em animais.
O detector está sendo desenvolvido no Laboratório de Nanomedicina e Nanotoxicidade do Grupo de Biofísica do IFSC, coordenado pelo professor Valtencir Zucolotto. O projeto teve participação de Sérgio Mascarenhas e Gustavo Frigieri, do Instituto de Estudos Avançados do IFSC, e Bonald Figueiredo, da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
De acordo com Zucolotto, as atividades do laboratório estão focadas no projeto "Estudo da interação entre materiais nanoestruturados e sistemas biológicos: aplicações ao estudo de nanotoxicidade e desenvolvimento de sensores para diagnóstico", financiado pela Fapesp na modalidade Auxílio à Pesquisa.
O projeto específico de desenvolvimento do detector é financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Segundo Zucolotto, a principal utilidade do biossensor, que utiliza conceitos de nanobiotecnologia, será o monitoramento da vacinação do gado contra a febre aftosa. Atualmente, segundo ele, o controle é feito apenas pela apresentação da nota fiscal da compra da vacina.
"A contaminação pode ser detectada clinicamente sem muita dificuldade, pelas feridas na boca e nos pés dos animais. Mas precisávamos de um método prático e eficiente para detectar a vacinação. O biossensor é capaz de fazer isso, porque detecta a presença de anticorpos da febre aftosa", disse Zucolotto à Agência Fapesp.
O pesquisador afirma que, além da apresentação da nota fiscal da compra da vacina, o outro método atualmente disponível para a detecção da vacinação é o uso de imunoensaios Elisa. Mas o inconveniente dessa alternativa é o maior custo e a necessidade de laboratórios especializados.
"Com o detector que estamos desenvolvendo, o pecuarista ou a vigilância sanitária podem verificar a vacinação em campo. Nenhum teste atualmente pode ser feito com essa praticidade. O leitor de Elisa é inviável para pequenos produtores. E a apresentação das notas fiscais é evidentemente um método ineficaz de controle", disse.
O novo método, segundo ele, pode ser utilizado por qualquer pessoa com formação técnica, diretamente no campo. "Os testes atuais custam em média R$ 20 mil. O nosso kit de detecção deverá ter o preço na escala de centenas de reais, apenas", declarou.
Segundo ele, a tecnologia do biossensor já foi completamente desenvolvida e teve sua eficácia testada no primeiro ano do projeto. Nos próximos dois anos o grupo trabalhará no desenvolvimento do produto. Um piloto do equipamento já deverá estar disponível dentro de um ano.
"Quando o kit estiver desenvolvido, um zootécnico poderá fazer o teste simplesmente gotejando o sangue do animal sobre lâminas que farão parte do equipamento. A resposta é dada a partir de diferenças na corrente elétrica, por meio de um circuito acoplado ao detector. Isso é possível com o uso de nanopartículas", afirmou.
Zucolotto afirma que a meta do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (Pnefa), do Ministério da Agricultura, é eliminar a febre aftosa do continente sul-americano até 2010. A vacinação contra febre aftosa ocorre duas vezes por ano. A expectativa é que aproximadamente 400 milhões de doses sejam dadas a um rebanho bovino composto por 150 milhões de cabeças de gado.
Desde 2005 o país não registra nenhum caso de febre aftosa. "O último atingiu os estados do Mato Grosso do Sul e Paraná e causou um embargo internacional ao produto. É preciso um monitoramento contínuo da vacinação, pois a doença pode fugir do controle rapidamente", disse.
Fonte:
Jornal da Ciência. Disponível em: http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=66574 Acesso em 09 nov 2009.
Utilizando biossensores compostos por proteínas e nanopartículas, pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram um método inovador para detectar, em bovinos, o anticorpo da febre aftosa em animais.
O detector está sendo desenvolvido no Laboratório de Nanomedicina e Nanotoxicidade do Grupo de Biofísica do IFSC, coordenado pelo professor Valtencir Zucolotto. O projeto teve participação de Sérgio Mascarenhas e Gustavo Frigieri, do Instituto de Estudos Avançados do IFSC, e Bonald Figueiredo, da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
De acordo com Zucolotto, as atividades do laboratório estão focadas no projeto "Estudo da interação entre materiais nanoestruturados e sistemas biológicos: aplicações ao estudo de nanotoxicidade e desenvolvimento de sensores para diagnóstico", financiado pela Fapesp na modalidade Auxílio à Pesquisa.
O projeto específico de desenvolvimento do detector é financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Segundo Zucolotto, a principal utilidade do biossensor, que utiliza conceitos de nanobiotecnologia, será o monitoramento da vacinação do gado contra a febre aftosa. Atualmente, segundo ele, o controle é feito apenas pela apresentação da nota fiscal da compra da vacina.
"A contaminação pode ser detectada clinicamente sem muita dificuldade, pelas feridas na boca e nos pés dos animais. Mas precisávamos de um método prático e eficiente para detectar a vacinação. O biossensor é capaz de fazer isso, porque detecta a presença de anticorpos da febre aftosa", disse Zucolotto à Agência Fapesp.
O pesquisador afirma que, além da apresentação da nota fiscal da compra da vacina, o outro método atualmente disponível para a detecção da vacinação é o uso de imunoensaios Elisa. Mas o inconveniente dessa alternativa é o maior custo e a necessidade de laboratórios especializados.
"Com o detector que estamos desenvolvendo, o pecuarista ou a vigilância sanitária podem verificar a vacinação em campo. Nenhum teste atualmente pode ser feito com essa praticidade. O leitor de Elisa é inviável para pequenos produtores. E a apresentação das notas fiscais é evidentemente um método ineficaz de controle", disse.
O novo método, segundo ele, pode ser utilizado por qualquer pessoa com formação técnica, diretamente no campo. "Os testes atuais custam em média R$ 20 mil. O nosso kit de detecção deverá ter o preço na escala de centenas de reais, apenas", declarou.
Segundo ele, a tecnologia do biossensor já foi completamente desenvolvida e teve sua eficácia testada no primeiro ano do projeto. Nos próximos dois anos o grupo trabalhará no desenvolvimento do produto. Um piloto do equipamento já deverá estar disponível dentro de um ano.
"Quando o kit estiver desenvolvido, um zootécnico poderá fazer o teste simplesmente gotejando o sangue do animal sobre lâminas que farão parte do equipamento. A resposta é dada a partir de diferenças na corrente elétrica, por meio de um circuito acoplado ao detector. Isso é possível com o uso de nanopartículas", afirmou.
Zucolotto afirma que a meta do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (Pnefa), do Ministério da Agricultura, é eliminar a febre aftosa do continente sul-americano até 2010. A vacinação contra febre aftosa ocorre duas vezes por ano. A expectativa é que aproximadamente 400 milhões de doses sejam dadas a um rebanho bovino composto por 150 milhões de cabeças de gado.
Desde 2005 o país não registra nenhum caso de febre aftosa. "O último atingiu os estados do Mato Grosso do Sul e Paraná e causou um embargo internacional ao produto. É preciso um monitoramento contínuo da vacinação, pois a doença pode fugir do controle rapidamente", disse.
Fonte:
Jornal da Ciência. Disponível em: http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=66574 Acesso em 09 nov 2009.
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