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quinta-feira, 17 de julho de 2008

Bactéria da úlcera “chegou à América antes de Colombo”

Estudo encontrou bactéria em múmias mexicanas com quase 660 anos Cientistas mexicanos anunciaram ter descoberto uma prova de que a bactéria que causa a úlcera estava presente na América antes do descobrimento por Cristóvão Colombo, em 1492, diferentemente do que se imaginava. A equipe, da Universidade Nacional Autônoma do México, estudou amostras de tecido de corpos mumificados encontrados em uma caverna no Estado de Chihuahua, no norte do país, e descobriram nelas traços da bactéria causadora da doença, a Helicobacter pylori. Duas amostras estudadas de tecido gástrico dos corpos, que datam de aproximadamente do ano 1350, apresentaram sinais da bactéria. Este é o primeiro caso comprovado da presença da Helicobacter pylori em populações pré-colombianas. Úlceras e câncer Os pesquisadores analisaram amostras de tecido gástrico, da língua e do cérebro de dois dos seis corpos mumificados encontrados - o de um homem adulto e o de um menino. Nos dois cadáveres, o processo de mumificação ocorreu de forma natural, devido às condições ambientais especiais existentes na Caverna das Ventanas, onde foram achadas. A infecção pela Helicobacter pylori afetaria cerca de metade da população humana. Entre os infectados, 15% desenvolvem úlceras e, 3%, câncer do estômago.
O estudo foi publicado na publicação científica BMC Microbiology. (BBC Brasil).
Fonte:
Jornal da Ciência. E-mail 3555, de 16 de Julho de 2008. Disponível em:http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=57369 Acesso em: 17 jul 2008.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Cristóvão Colombo seria origem da propagação da sífilis

PARIS - Cristóvão Colombo seria a origem da propagação da sífilis, porque teria trazido para o Novo Mundo uma bactéria comensal que sofreu uma mutação em bactéria portadora dessa doença na Europa, segundo uma análise divulgada pela revista eletrônica americana PLoS.
Uma equipe conduzida por Kristin Harper, da Universidade de Atlanta, estudou 26 cepas de treponemas (bactérias) geograficamente dispersas, utilizando pela primeira vez a genética molecular para encontrar a origem da sífilis, chamada também de avariose ou Mal Napolitano.
Ela constatou que as cepas de treponemas mais próximas das cepas da sífilis (Treponema pallidum, subespécie pallidum), surgida pela primeira vez na Europa em 1495, foram encontradas na América do Sul e eram chamadas de yaws (T. pallidum, subespécie pertenue).
A yaws, uma doença mais comum nas áreas mais remotas da África, da Ásia e da América do Sul, existia também nas regiões tropicais do Velho Mundo, mas com uma forma geneticamente distinta.
Atualmente mais de meio milhão de pessoas sofrem desta treponematose não-venérea, cuja maioria das vítimas são crianças, e que afeta as regiões tropicais e subtropicais quentes e úmidas. Essa infecção é transmitida pela pele ou pela boca.
Para explicar a mutação de um treponema para outro, os pesquisadores consideram que a subespécie que origina a yaws, habituada ao clima úmido, teve que se adaptar aos climas temperados europeus se transmutando na subespécie que origina a sífilis.
"Na família genética do T. pallidum, a conversão genética é um mecanismo de evolução importante", ressaltam os autores do estudo.
Em sua obra satírica "Cândido", Voltaire afirmou que Colombo havia "contraído, em uma ilha da América, esta doença que envenena a fonte da procriação, que freqüentemente impede a própria procriação". De fato, Colombo e sua tripulação teriam contraído a yaws.
O biólogo George Armelagos, co-autor da pesquisa, ressalta que a sífilis "é um dos primeiros exemplos notáveis da globalização, que constitui um fator importante do desenvolvimento das doenças". ´

Fonte:
Ciência e Saúde. Cristóvão Colombo seria origem da propagação da sífilis. Disponível em: http://br.noticias.yahoo.com/s/afp/080115/saude/sa__de_s__filis Acesso em: 15 jan 2008.

domingo, 6 de janeiro de 2008

Fernando de Noronha: um Paraíso e seus Aspectos Históricos

Fernando de Noronha é famoso pela sua beleza natural e é cercado por um mar de história. De acordo com registros históricos, esse arquipélago teria sido encontrado por navegadores antes mesmo da descoberta oficial do Brasil, em 1500, já que tais informações indicam quem os portugueses tinham estado na ilha em 1483. Em 1502 é indicado no Mapa de Cantino, a mais antiga representação cartográfica do Brasil e tido como primeiro planisfério a mostrar as terras descobertas nas grandes navegações.
No entanto, a historiografia só registra a primeira expedição a Noronha em 1503, quando Américo Vespúcio escreve suas célebres cartas, sendo que uma delas - que menciona um lugar paradisíaco - teria inspirado Thomas Morus em a "Utopia". Em 1510, uma tradução da "Carta a Soderine", de Vespúcio, teria chegado às mãos de Morus.
- A "ilha da utopia" seria Fernando de Noronha.
De acordo com historiadores, há suposições de que teria sido visitado no século XV por portugueses, mas a descoberta oficial é atribuída a Américo Vespúcio que esteve numa expedição comandada por Gonçalo Coelho, em viagem planejada e financiada por Fernão (ou Fernando) de Loronha, armador de navios ao arquipélago em 1503. Loronha ou Noronha explorou a costa brasileira entre 1503 e 1511.
Em Fernando de Noronha foi construído o maior sistema fortificado do século XVIII no Brasil: dez fortificações espalhadas em 17 quilômetros quadrados da principal ilha, e funcionou também como presídio. De 1737 a 1938, existia uma colônia correcional, onde recebia ladrões, assassinos, falsários e contrabandistas, os quais eram submetidos a rígidas jornadas de trabalhos. Até capoeiristas do Rio de Janeiro foram enviados para lá, em 1890. E entre 1938 e 1942, esse arquipélago recebeu presos políticos, de integralistas a comunistas. Em 1964, o lugar já não era mais um presídio e sim um território federal militar.
É importante destacar que a história de Fernando de Noronha tem importantes registros nas áreas de ciência e das artes. Em 1832 o arquipélago foi visitado por Charles Darwin, pai da Teoria da Revolução, na famosa viagem do Beagle que o conduziu anos depois à obra "Origem das Espécies" (1859).
O pintor e desenhista francês Jean Baptiste Debret integrou a Missão Francesa de 1816 e passou por Fernando de Noronha, a caminho do Rio de Janeiro. O pintor avistou do mar o Morro do Pico e se encantou por ele. O quadro pintado por Debret é o registro mais antigo do artista sobre o Brasil.

Referência Bibliográfica:
LINS, L. De Paraíso a presídio. História. Jornal O Globo. 2008.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

A Primeira Cerveja no Brasil

A fundação das primeiras cervejarias na América Latina ocorreu com a chegada dos imigrantes anglo-saxões ao continente, ao longo do século XIX. No Brasil, a referência é a chegada da família real portuguesa, em 1808. Em relação ao início da atividade o Brasil, transcreve-se a opinião de Câmara Cascudo sobre o referido assunto: “A bebida (cerveja) chegou ao país, possível e provavelmente com a colonização holandesa (1634-1654), pela Companhia das Índias Ocidentais”. Porém a primeira citação acerca da primeira produção de cerveja no país, mencionada por Evaldo Cabral de Melo, na recente biografia de Maurício de Nassau, informa: “Nassau provavelmente deixou de usá-la (sua residência de La Fontaine) após a construção do parque de Vrijburg desde outubro de 1640, essa passou a ser utilizada por uma fábrica de cerveja”. Na época da chegada de Nassau ao Brasil, chegou Dirck Dicx, mestre cervejeiro, com uma planta de uma cervejaria e com seus componentes, para serem montados na capital do Brasil holandês.
A primeira cervejaria das Américas foi instalada em La Fontaine, em Recife, em outubro de 1640. Iniciaram-se, em abril de 1641, a produção e a distribuição dessa cerveja, certamente de alta fermentação e de cevada, e provavelmente, sem lúpulo. La Fontaine foi alugada por quatro anos por 1.500 florins, e do consumo dessa cerveja temos documentação até o final da ocupação holandesa, em 1654.

Fonte:
SANTOS, S. P. Memórias de Adega e Cozinha. São Paulo: Editora Senac São Paulo. 2007.

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Copacabana: Aspectos Históricos

Em meados do século XVIII, o nome que designava o espaço da atual Copacabana até a Lagoa Rodrigo de Freitas, conhecido na época por Sacopenapã, posteriormente foi substituído por Copacabana, que significa na língua quíchua - utilizada por índios nativos do Peru e da Bolívia - “mirante azul”, e designa uma península no Lago Titicaca, na fronteira entre esses dois países, onde há uma imagem da Virgem Maria que se acredita ser milagrosa, denominada Nossa Senhora de Copacabana. Tal denominação é também originária do termo aymara arcaico Copakawana, significando aquele que atira a pedra preciosa. A réplica dessa imagem foi trazida ao Rio de Janeiro e colocada, inicialmente, na Igreja da Misericórdia, no Centro, e, depois, numa ermida de pescadores, no atual Posto 6. Náufrago, o frei Antônio do Desterro foi parar naquela praia e atribuiu à Santa sua salvação, construindo para ela uma capela. Até o Século XIX, Copacabana permaneceu de difícil acesso e pouco povoada. Em 1855, José Martins Barroso, morador de Botafogo, tomou a iniciativa de fazer uma estrada (atual Ladeira dos Tabajaras) por onde pudessem passar os coches, e a praia começou a ser procurada para os piqueniques da corte.
Em 1918, o mais alto edifício possuía então apenas quatro pavimentos na Avenida Nossa Senhora de Copacabana. Posteriormente, uma ressaca a destruiu, exigindo ser reconstruída em 1921/22. Porém foi novamente atingida por outra ressaca e refeita em 1924, dessa vez com grosso alicerce de concreto. Nessa última data foram construídos os primeiros postos de salvamento, em concreto e tijolos. De 1969 a 1971, tal avenida foi duplicada pelo Governador Negrão de Lima, segundo sugestão do arquiteto Lúcio Costa e projeto do engenheiro Raimundo de Paula Soares. Nessa ocasião, foi colocado o Interceptor Oceânico da Zona Sul sob o calçadão central, constituindo-se, assim, na maior obra de esgotos até então efetuada na cidade. As calçadas em mosaico de pedras portuguesas foram desenhadas por Roberto Burle Marx, que se utilizou de pedras de três cores, preta, branca e vermelha, representando os povos que formaram nossa etnia. O desenho abstrato foi imaginado para ser percebido de avião, à exceção do da orla, que reproduz o antigo mosaico ondulado imitado de Portugal.
Em 1988 foram plantados coqueiros na areia pela administração Saturnino Braga, para suavizar a paisagem e, após 4 anos, foi refeita a orla pelo Prefeito Marcelo Alencar, com a proibição de estacionamentos, a construção de uma ciclovia e a colocação de quiosques de alimentação.

Referências Bibliográficas:
Revista Museu. Disponível em: http://www.revistamuseu.com.br/naestrada/naestrada.asp?id=2262
http://www.copacabanatur.com.br/historia.htm
TEIXEIRA, M. Jornal de Copacabana. Disponível em: http://www.jornalcopacabana.com.br/ed141/milton.htm